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Por que as fragrâncias árabes estão dominando a perfumaria agora

Notas amadeiradas, especiarias e acordes adocicados profundos viraram uma das maiores tendências de beleza de 2026

2 Élles Edit6 min de leitura27 de julho de 2026

Perfume árabe em frasco com tampa em formato de flor

Perfumaria de inspiração árabe (também chamada de "attars" ou "oud fragrances") deixou de ser nicho e virou uma das tendências mais fortes do mercado global de beleza em 2026. Notas como oud, âmbar, incenso e especiarias adocicadas ganharam prateleira em marcas ocidentais que, até pouco tempo, praticamente ignoravam essa tradição olfativa.

Por que agora

Duas coisas se juntaram. A primeira é o cansaço com perfumaria genérica: fragrâncias frutadas e florais leves dominaram o mercado de massa por tanto tempo que uma parcela grande de consumidores passou a procurar algo mais intenso, mais "presente" no ambiente. A segunda é o próprio TikTok, onde criadores de beleza do Oriente Médio e do Sul da Ásia viralizaram vídeos sobre layering de perfume e attars tradicionais, expondo esse universo a um público ocidental que nunca tinha sido apresentado a ele.

O que muda na formulação

Perfumaria árabe tradicional trabalha com concentração mais alta de óleo essencial (muitas vezes sem álcool, ao contrário do modelo ocidental de eau de parfum/eau de toilette), o que resulta em fixação mais longa na pele. Notas centrais recorrentes incluem oud (madeira de agar fermentada, com cheiro denso e defumado), âmbar, almíscar e especiarias como cravo e cardamomo — o oposto do perfil "clean" e discreto que dominou o skincare-beleza da última década.

O que isso muda pro mercado

Grandes marcas de perfumaria ocidental começaram a lançar linhas inspiradas nesse perfil olfativo, e casas de nicho especializadas em oud ganharam distribuição em mercados onde antes só vendiam em lojas físicas no Oriente Médio. A tendência também empurrou de volta a discussão sobre layering (usar mais de um perfume/óleo em camadas), técnica central na perfumaria árabe que a perfumaria ocidental tratava como exceção, não como prática recorrente.

O Brasil entrou nessa onda também

Em abril de 2025, a Kayali, marca fundada por Mona Kattan, de origem libanesa, com fragrâncias diretamente inspiradas na tradição olfativa árabe, chegou ao Brasil pela Sephora, um sinal de que o mercado local já é grande o bastante pra justificar esse tipo de lançamento. Faz sentido: o Brasil é hoje o segundo maior mercado de perfumaria do mundo, atrás só dos Estados Unidos, segundo reportagem do Garotas Estúpidas, que ouviu perfumistas locais sobre a força dessa tendência por aqui. Fábio Navarro e Ligia Simões, perfumistas citados na matéria, reforçam que o interesse do público brasileiro por notas mais densas e duradouras não é modismo passageiro: é mudança de comportamento de consumo que já vinha se desenhando antes do boom nas redes.

Produzido com ajuda de Inteligência Artificial.

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