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De onde vem o corte bob que virou o corte do momento em 2026
Não nasceu agora. Tem origem nos anos 1920 e já passou por pelo menos um revival decisivo antes deste.
O bob virou, de novo, um dos cortes mais pedidos em salão. Mas tratar isso como novidade ignora quase um século de história — o bob é um dos cortes que mais voltou e voltou na moda ocidental, e cada retorno carregou um significado diferente.
Anos 1920: o corte da rebeldia
O estilo aparece antes, com a atriz francesa Polaire ainda no fim do século 19, mas só vira fenômeno de massa nos anos 1920. Foi o corte símbolo das flappers — mulheres jovens de classe média que bebiam, fumavam, dirigiam e frequentavam clubes de jazz, comportamentos que rompiam com o esperado da mulher da época. Cortar o cabelo curto era, literalmente, um ato político: abrir mão do cabelo longo (visto como símbolo de feminilidade tradicional) em nome de liberdade de movimento e comportamento.
Anos 1960: o revival geométrico de Vidal Sassoon
Décadas depois, o cabeleireiro Vidal Sassoon resgatou o bob e o reinventou: mais geométrico, angular, sem cachos nem produtos fixadores pesados — o oposto do penteado elaborado que dominava a época. Em 1964, criou o icônico "corte de cinco pontos", primeiro em Clare Rendlesham, editora da Vogue britânica, depois em Grace Coddington, fotografada usando o corte. Essa versão modernizada ajudou a definir toda a estética "mod" dos anos 60.
Por que ele sempre volta
Cada retorno do bob carrega a mesma lógica de fundo: é o corte que sinaliza ruptura com o que veio antes, sem precisar de comprimento longo pra parecer "feminino" ou elaborado pra parecer intencional. Isso explica por que, quase um século depois da primeira onda, o corte continua voltando — não porque a moda "não tem ideia nova", mas porque o bob resolve o mesmo problema de estilo (praticidade + presença) toda vez que o excesso do momento anterior cansa.
Produzido com ajuda de Inteligência Artificial.