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Quem é Jonathan Anderson
O designer nortirlandês virou, em 2025, o primeiro diretor criativo a comandar sozinho todas as coleções da Dior desde o próprio Christian Dior
Foto: Divulgação
Em junho de 2025, a Dior anunciou algo que não acontecia desde a morte do fundador da maison, em 1957: um único nome respondendo por todas as coleções da casa — alta-costura, prêt-à-porter feminino e masculino. Esse nome é Jonathan Anderson, designer nortirlandês de 41 anos que até pouco tempo era mais conhecido por transformar a Loewe numa das marcas mais faladas do luxo.
Da Irlanda do Norte para os palcos
Anderson nasceu em Magherafelt, na Irlanda do Norte, filho de um ex-jogador da seleção irlandesa de rugby. Antes da moda, tentou carreira como ator, chegando a estudar interpretação nos Estados Unidos — foi ali, envolvido com figurino de teatro, que se interessou por construção de roupa. Voltou ao Reino Unido pra estudar menswear no London College of Fashion, se formando em 2005.
JW Anderson e a moda sem gênero
Em 2008, aos 23 anos, fundou a própria marca, JW Anderson, estreando no calendário oficial da London Fashion Week com uma coleção de acessórios. A proposta que definiu a marca desde o início — peças pensadas pra circular entre masculino e feminino sem distinção — causou estranhamento no mercado da época e hoje é tratada como parte do vocabulário comum da moda contemporânea.
Onze anos reinventando a Loewe
Em 2013, a LVMH comprou uma participação minoritária na JW Anderson e colocou Anderson no comando criativo da Loewe, marca espanhola de couro que na época vivia discreta dentro do grupo. Ao longo de 11 anos, ele transformou a Loewe numa referência de moda conceitual e bem-humorada — bolsas viraram objeto de desejo, campanhas ganharam camada intelectual e a marca passou a colecionar prêmios e presença constante em red carpets. Anderson também criou o LVMH Prize, iniciativa que hoje é uma das principais portas de entrada pra novos designers no mercado de luxo.
A chegada à Dior
Anderson encerrou o ciclo na Loewe em 2025 pra assumir a Dior, sucedendo Kim Jones (menswear) e Maria Grazia Chiuri (womenswear e couture) — as duas frentes que, historicamente, eram comandadas por diretores diferentes. Ele apresentou seus primeiros desfiles masculino e feminino para a casa ainda em 2025, sendo reconhecido pela WWD como Newsmaker do Ano.
O que torna esse movimento relevante pro mercado não é só a troca de nome: é a aposta de que uma única visão criativa — a mesma que reinventou a Loewe peça por peça — consiga sustentar sozinha a maison mais valiosa da LVMH em todas as suas frentes ao mesmo tempo.
Produzido com ajuda de Inteligência Artificial.