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Quem é Miuccia Prada

Ela tem doutorado em ciência política, foi mímica por cinco anos e transformou uma marca de malas de couro numa das casas mais influentes da moda contemporânea

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Fachada histórica da loja Prada na Galleria Vittorio Emanuele II, em Milão

Foto: Pexels

Miuccia Prada nasceu Maria Bianchi, em Milão, em 1948, neta mais nova de Mario Prada, o fundador da marca de bagagens e couro que leva o nome da família desde 1913. Passou longe da moda na juventude: fez doutorado em ciência política na Universidade de Milão e, depois de formada, passou cinco anos estudando e se apresentando como mímica no Teatro Piccolo.

De malas de couro a ready-to-wear

Em 1978, ela e o marido, Patrizio Bertelli, assumiram o controle da Prada, até então uma marca discreta de bagagens de luxo. A virada real veio em 1989, quando Miuccia lançou a primeira coleção de prêt-à-porter da grife — linhas limpas, cores contidas e uma abordagem que rejeitava deliberadamente o excesso decorativo então associado a luxo. Nylon industrial virou material nobre nas mãos dela, décadas antes de "moda utilitária" virar palavra de ordem.

A confirmação com Uma Thurman

Em 1995, Uma Thurman usou um vestido Prada no Oscar, e a marca passou a ser tratada como símbolo internacional de status quase da noite pro dia — um daqueles momentos de red carpet que realmente mudam a trajetória comercial de uma grife.

Miu Miu: o outro lado de Miuccia

No começo dos anos 1990, ela criou a Miu Miu (1992) — apelido dela mesma — como uma linha irmã mais jovem e menos formal que a Prada principal. Longe de ser só uma versão "mais barata", a Miu Miu desenvolveu identidade própria e hoje é tratada pelo mercado quase como marca independente, com público e estética que não se sobrepõem totalmente ao da Prada.

Além da moda: a Fondazione Prada

Em 1993, Miuccia e Bertelli fundaram a PradaMilanoarte, rebatizada depois Fondazione Prada — uma organização sem fins lucrativos dedicada a apoiar artistas, arquitetos e designers emergentes. É um dos poucos exemplos de uma grife de moda construindo, com seriedade e continuidade, uma instituição cultural própria em vez de só patrocinar eventos pontuais.

Décadas depois de trocar a ciência política pelo ateliê, Miuccia Prada segue sendo citada como referência de como fazer moda intelectualizada sem parecer distante — a mesma tensão entre rigor conceitual e desejo comercial que definiu a carreira dela desde o primeiro desfile de prêt-à-porter.

Produzido com ajuda de Inteligência Artificial.

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