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Cruelty-free e vegano não são a mesma coisa
Dá pra ser cruelty-free e não vegano. E dá pra ser vegano sem ser cruelty-free. A confusão é mais comum do que parece.
As duas palavras aparecem juntas tantas vezes na embalagem que viraram, na cabeça de muita gente, sinônimos. Não são. Cada uma responde uma pergunta diferente, e um produto pode ser as duas coisas, nenhuma das duas, ou só uma delas.
Cruelty-free responde: "foi testado em animais?"
Um produto cruelty-free é aquele que não foi testado em animais em nenhuma etapa — nem o produto final, nem os ingredientes isolados, nem por terceiros contratados pela marca. É uma pergunta sobre processo, não sobre o que está na fórmula.
Isso significa que uma marca pode ser cruelty-free e ainda assim usar ingredientes de origem animal — mel, colágeno, carmim (corante feito de insetos), lanolina. Nenhum desses ingredientes precisa envolver teste em animal pra existir; eles só precisam ser extraídos de um animal, o que não tem nada a ver com a pergunta que o selo cruelty-free responde.
Vegano responde: "tem algo de origem animal?"
Já um produto vegano não pode ter nenhum ingrediente de origem animal — nem mel, nem carmim, nem colágeno, nem lanolina. Mas isso não diz nada sobre como esse produto foi testado. Uma fórmula 100% vegana pode, em tese, ter sido testada em animais em algum mercado que exige esse teste por lei (a China exigia isso pra alguns cosméticos importados até flexibilizar as regras nos últimos anos).
Como não cair na pegadinha do rótulo
Selos ajudam mais do que a palavra solta na embalagem. Pra cruelty-free, os mais confiáveis internacionalmente são o Leaping Bunny e o coelhinho da PETA (Beauty Without Bunnies). Pra vegano, procure certificação da Vegan Society ou similar. Sem selo de terceiro verificando, "cruelty-free" ou "vegano" escritos na embalagem são só a palavra da marca sobre ela mesma — o que não é necessariamente mentira, mas também não é prova.
Produzido com ajuda de Inteligência Artificial.