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O que é greenwashing na moda
Termos como "eco", "consciente" e "sustentável" não têm regulamentação no Brasil. O que checar antes de acreditar no rótulo.
Greenwashing é quando uma marca vende uma imagem de responsabilidade ambiental maior do que a prática real justifica. O termo existe desde os anos 1980, mas na moda ganhou força na última década, na mesma velocidade em que "sustentabilidade" virou argumento de venda.
Por que é tão fácil fazer
No Brasil, palavras como "eco", "green", "consciente" e "sustentável" não têm definição legal fechada quando aplicadas a roupas. Uma marca pode estampar "coleção consciente" numa etiqueta sem precisar comprovar nada a um órgão regulador específico para isso. A ausência de regra clara é exatamente o espaço onde o greenwashing acontece.
Os sinais mais comuns
Alguns padrões se repetem: uma "cápsula sustentável" dentro de uma coleção gigante que continua sendo produzida do jeito de sempre. Um tecido reciclado destacado na campanha, sem informação sobre o resto da cadeia de produção. Ou termos vagos, tipo "inspirado na natureza", que soam bem mas não descrevem processo nenhum.
Fast fashion é onde isso aparece com mais frequência, porque o modelo de negócio (produção em massa, giro rápido de coleção) é estruturalmente incompatível com sustentabilidade real, mesmo quando a comunicação da marca sugere o contrário.
Como checar antes de acreditar
Certificações de terceiros ajudam mais do que a palavra da própria marca: GOTS (Global Organic Textile Standard) para fibra orgânica, Fair Trade para condição de trabalho, ou relatórios de impacto auditados por fora. Se a única fonte da informação "sustentável" é a própria marca, sem nenhum selo externo verificável, vale tratar como marketing até prova em contrário.
Produzido com ajuda de Inteligência Artificial.