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Os perfumes que marcaram gerações

De 1921 a 2014, sete fragrâncias que não só venderam muito — mudaram o que a perfumaria achava possível fazer com um frasco

2 Élles Edit7 min de leitura

Penteadeira elegante com frascos de perfume diante de espelho

Foto: Pexels

Todo perfume que "define uma geração" tem uma coisa em comum: quebrou uma regra que ninguém tinha coragem de quebrar antes. Esta lista reúne sete fragrâncias que fizeram isso — da primeira composição abstrata da história a uma revolução unissex nos anos 90 — e que, décadas depois, continuam sendo referência de quem trabalha com perfumaria.

1921

Chanel Nº 5

Chanel

O primeiro grande perfume abstrato da história. Antes dele, fragrâncias tentavam cheirar a uma coisa só — uma flor, uma fruta. Ernest Beaux, o perfumista de Coco Chanel, usou uma dose inédita de aldeídos sintéticos pra criar um cheiro que não existia na natureza. Mais de cem anos depois, ainda é um dos perfumes mais vendidos do mundo.

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1992

Angel

Thierry Mugler

Um choque olfativo proposital: Angel foi o primeiro grande perfume "gourmand" comercial, misturando notas de caramelo e chocolate com patchouli, numa época em que perfumaria fina só falava a língua floral ou cítrica. Dividiu opiniões no lançamento e virou um dos best-sellers mais duradouros da história recente.

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1994

CK One

Calvin Klein

O primeiro grande perfume unissex do mercado de massa, lançado com uma campanha publicitária minimalista em preto e branco que ajudou a definir a estética "heroin chic" dos anos 90. A ideia de um cheiro "pra uma geração ainda sem definição de gênero" foi revolucionária pra época — e continua sendo um dos perfumes mais reconhecíveis já criados.

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2001

Coco Mademoiselle

Chanel

Criado por Jacques Polge pra falar com uma Chanel mais jovem que o Nº 5 original — patchouli, laranja e rosa numa combinação que virou sinônimo de sofisticação contemporânea. É, até hoje, uma das entradas mais comuns de quem está descobrindo perfumaria de nicho através de uma grife.

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2001

Light Blue

Dolce&Gabbana

Dois anos de desenvolvimento pra capturar uma ideia bem específica: verão no Mediterrâneo. Maçã verde, cedro e junípero num frasco que remete a limonada e mar — virou o perfume-símbolo dos anos 2000 pra quem queria cheirar a "férias na Itália" o ano inteiro.

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2005

Flowerbomb

Viktor&Rolf

Lançado numa boutique parisiense em janeiro de 2005, Flowerbomb pegou a ideia de "bomba floral" ao pé da letra — uma explosão adocicada de jasmim, rosa e patchouli em frasco de diamante que virou tão icônico quanto o próprio perfume. Ajudou a consolidar a dupla de estilistas holandeses como uma potência também na perfumaria.

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2014

Black Opium

Yves Saint Laurent

Café, baunilha e flor de laranjeira numa fórmula pensada pra ser viciante — literalmente inspirada na cafeína. Lançado em setembro de 2014, é o perfume que melhor representa a década de 2010: mais escuro, mais intenso, feito pra ser notado à distância, não descoberto de perto.

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